terça-feira, 19 de maio de 2009

Toda história tem suas referências

Domingo assisti o filme do Star Trek, e mesmo não sabendo nada da série garanto que mesmo assim dá pra ver, entender e gostar muito.

Depois de conhecer algumas histórias começa-se a ter uma visão mais aguçada sobre elas e, por consequência, sobre o próprio ser humano. A figura do aventureiro inconsequente, corajoso, indomável, mas que precisa aprender a lidar com suas responsabilidades, que vem de lugar nenhum mas está destinado a se tornar um grande líder, é comum em muitas histórias. Elas refletem um desejo íntimo do homem, da luta audaciosa, de não ter limites, de ser herói. No contexto do filme, com muitas sociedades alienígenas diferentes, a característica marcante da raça humana é ser muito guiada pelas emoções. Apenas outra raça é retradada com destaque: os Vulcans, muitos disciplinados e inteligentes, com grande controle das emoções. Representam outro desejo contraditório do homem: querer dominar seus sentimentos.

No fim, mesmo com tantos elementos fantásticos presentes em cada história, é tudo sobre o ser humano. Em particular nesse filme, notei muitas semelhanças entre a frota estelar e a marinha. Em uma das primeiras cenas está o protagonista em um bar cheio de pilotos da frota, e acaba paquerando a garota errada e arrumando confusão, igual aos bares de marinheiros de antigamente. As naves espaciais têm nomes começando com U.S.S., como as embarcações eram S.S.; a tripulação reporta ao piloto que responde com os comandos, e vários termos náuticos são utilizados. Também, toda história tem suas muitas referências.

Impossível não sonhar em ser um membro da Frota Estelar. É uma academia que treina pilotos para tripularem naves e viajarem pelo espaço, descobrindo novas raças e planetas. Espaço, cruzadas, sete mares, tumbas antigas... em qualquer Universo, a vontade de explorar (e falando de humanos, entenda-se "conquistar") o desconhecido é uma motivação muito poderosa.

Não quero dizer que todas as histórias são iguais ou copiadas nem nada assim. Apenas que é impossível o autor, no caso o homem, não deixar sua própria essência na obra. Cada uma da imensa variedade de histórias tem seus próprios elementos criativos e originais. O filme começou com um clássico sacrifício heróico, apresentado de uma maneira muito interessante. O capitão Kirk evacua a tripulação em naves auxiliares, ficando sozinho para atrasar e enfrentar o poderoso inimigo. Antes de se sacrificar, tem tempo de (não sei qual a comunicação entre as naves mas era por voz) ouvir a sua mulher dar a luz ao seu filho, e despedir-se deles.

Pra quem quer escrever histórias, recomendo que conheça muitas outras, pois fica mais fácil criar o próprio universo e mitologia se tiver mais referências. E eu aprendi quase tudo que contei aqui com RPG :P

"Live long and prosper" _\\//

terça-feira, 12 de maio de 2009

Um pouco sobre RPG

Hey leitores, perdão pelo tempo sem escrever, voltei a jogar RPG que consumiu a criatividade do post semanal. E sendo esse um post meio "livre" para minhas idéias pegarem no tranco, abro parênteses para falar do meu querido RPG.

O Role Playing Game é uma arte de inventar e interpretar histórias improvisadas, com um sistema de regras para comparar os personagens e o cenário entre si. Normalmente (porque o RPG é tão ilimitado quanto a própria imaginação humana) um grupo de amigos cria cada um seu personagem para serem os protagonistas da história. Um jogador diferente é o Mestre ou Narrador, ele cria e controla as reações do cenário e dos personagens coadjuvantes às ações dos personagens jogadores, sendo este o papel que gosto de assumir.

Com meus amigos Andrey e Edson jogamos uma aventura de tema fantasia medieval (Senhor dos Anéis e Caverna do Dragão são boas referências do gênero), o mais clássico e popular desde o começo do RPG (que por curiosidade, foi por volta de 1970) para nos acostumarmos melhor e percerber que tipo de partida queremos (humor, suspense, ação...). Então criamos personagens (começaremos a jogar quinta-feira) estilo anime, onde eles interpretam estudantes em Tóquio que vão descobrir se envolver em mistérios e conflitos ocultos entre espíritos e o sobrenatural.

Um outro jeito de jogar RPG é por fórum da Internet. A vantagem é interagir com muito mais jogadores, de lugares bem diferentes, criando fora do jogo muitos vínculos e amizades interessantes. A Hogwarts RPG por fórum do orkut (a original, existem várias "imitações" por aí) é baseada nos livros de Harry Potter. Você começa como um aluno de 11 anos em Hogwarts (cada ano letivo dura mais ou menos 1 mês real), frequentando aulas e se aventurando pelo castelo. Há também tópicos para lugares como Londres, o Beco Diagonal, Hogsmeade, o Ministério da Magia, entre outros. Estes são acessíveis nas férias ou para os personagens adultos.
Estou difundindo um passatempo que, ao contrário do que se diz na mídia e por aí, é muito divertido e saudável. Proporciona oportunidades de socialização, interpretação de textos, trabalho em equipe, raciocínio lógico e por aí vai. E para um Narrador como eu, é extremamente gratificante entreter um grupo de amigos por horas e horas, usando pouco mais que alguns papéis e as nossas próprias imaginações.

Rolando dados novamente!

terça-feira, 21 de abril de 2009

À minha mestra e companheira.

Nenhum ser humano se realiza sozinho. Todo mundo precisa de alguém para admirar e motivar a ser melhor, alguém para proteger e dividir tristezas, alguém para partilhar os sucessos... Todavia, é uma responsabilidade corresponder a esses amores puros, compreensivos e generosamente desinteressados. Ao menos pra mim, não é tão fácil quanto parece. É por isso que só consigo retribuir e manter um desses amores, na verdade tenho todos eles em uma pessoa. Foi maravilhoso ter a vida mudada ao perceber que um só amor incondicional é todo o necessário para ser feliz. Isso não significa se acomodar e parar de viver por si só. Só nunca experimentei segurança e força tão formidável quanto tenho em minha companheira.

Antes disso, é preciso conseguir amar e confiar em si mesmo para então de fato amar o outro. Fácil começar a entender isso ao perceber o potencial de mudar o mundo que cada pessoa traz consigo. Assim ama-se ao próximo como a ti mesmo. "Cada um é a Divindade, saiba-o ou não"¹. E a minha falta de humildade estava me cegando para isso. Ainda não sei definir humildade, mas era o que me impedia de ser muito mais feliz e de ter mais companheiros. O que me impedia de aprender com um mestre. Finalmente encontrei algum que me convenceu a aceitá-lo não com rígida disciplina, mas com carinho e intimidade. Por enquanto, a humildade de aceitar um mestre já me é um grande esforço, e já o suficiente.

Se me conquistou com carinho e intimidade, é um mestre diferente. É uma mestra. Minha namorada, Amanda Cristina Nieviadonski, obrigado por toda a paciência, por todo o aprendizado, por todos os segundos dos nossos seis meses e pela mudança que desancedeou pelo resto da minha vida! Se consegui atingir o amor verdadeiro, este é todo seu!

1) Sai Baba, retirado do livro "O Homem dos Milagres", obrigado Amandinha ^^ (minha outra amiga Amanda, sim sou Amandófilo u.u)

domingo, 12 de abril de 2009

Mudanças, significados e repúdio ao Capetalismo.

Suponho que a maioria dos leitores seja cristã ou pelo menos creia em Ressurreição. Ou seja, acredita que o corpo humano de Jesus morreu e então ressuscitou e subiu aos céus. E celebra na Páscoa uma época de reflexão sobre o sacrifício de Cristo e o significado da sua Ressureição. Esse é o significado da Páscoa que eu conheço, e conheço e gosto sem nem acreditar.

Suponho que a maioria dos leitores, não importa qual significado atribua ou conheça, sabe que há um. E que este não é simplesmente entupir o rabo de chocolates e ficar caçando coelhos mutantes que botam ovos. Que a Páscoa é sobre mudanças, repensar, refletir, renascer, e não sobre comprar coisas porque o Capetalismo mandou. A mesma coisa vale para o Natal, com um significado cristão um pouco diferente, e mesmo eu sabendo que Cristo nem nasceu nessa data, sei que Natal é época de ficar com a família e agradecer pelo bom ano que teve. E simplesmente por saber disso e não ser mais um no rebanho do capitalismo, eu agnóstico me pego mais cristão que muitos que conheço. E poxa, pregadors, pastores, missionários ou qualquer um preocupado com a imagem da própria religião, vocês deviam fazer um trabalho melhor em cima disso e não deixar que os seguidores se percam por uma coisa tão boba!

Ressuscitar, repensar... Mudar! Já pensou como você pode se tornar uma pessoa melhor e fazer mais por si mesmo, pelos outros e pelo mundo, tudo n'uma tacada só? Não sendo conformista e egoísta, pensando por si mesmo, decidindo mudar, melhorar, no que achar que for preciso. Aproveite a Páscoa para pensar nisso, pensar em si e nos outros e no mundo de uma visão mais ampla, perceber o que precisa ser feito e fazer. Os católicos passam 40 dias (quaresma) pensando nisso. E cada um pensa do jeito que quer, mas para mim a Páscoa tinha que ser mais austera e séria. Na tradição que cresci você "celebra" o aniversário de morte de alguém com menos festa e mais introspecção, mas isso não precisa ser verdade pra você. A única verdade é que você precisa pensar por si mesmo e mudar e resgatar o que precisa em si mesmo.

Novos Encontros para todos vocês!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Parte 1 - História Ainda Sem Nome

A grande e redonda Lua Vermelha que se erguia acima das montanhas no céu noturno observava o viajante que cavalgava. Atravessava sozinho com a sua montaria a planície de Mor'rak, entre as cidades de Dar'ageu e Fedahor, aproximadamente na metade da distância de três dias de jornada a cavalo entre elas. Mesmo sendo uma noite abafada e clara, típica desta época do ano, não é possível ao olho humano distinguir os detalhes do caminho ou do viajante. Seu rosto jovem expressava fadiga e sabedoria, retribuindo o olhar da Lua, buscando nela orientação sobre a direção em que estava seguindo. Em mais algumas horas o Sol nascerá e ele e sua montaria serão obrigados pelo cansaço a parar e descansar, planejando completar a viagem por Mor'rak até Fedahor no dia seguinte.

"Dia 6 de Artan, cheguei à cidade de Fedahor. Por temer ataques enquanto durmo (pois viajo sozinho e não tenho com quem revezar a vigília noturna) e o Sol forte vespertino desta época, encantei meus olhos e de meu cavalo para que enxergassem na penumbra noturna, como os de um elfo, e por três noites viajamos. É uma vila pequena, e ao me apresentar ao estalajadeiro Hedric como clérigo de Agrias ele me ofereceu estadia apenas em troca de tocar e cantar algumas canções e histórias amanhã em sua taverna. Trago ao todo minha flauta, provisões de viagem, minhas vestes clericais, meu báculo e, obviamente, pergaminho e tinta. Aprender a ler, escrever e tocar fez parte do meu treinamento como sacerdote de Agrias.

Talvez convenha contar, também, como eu me tornei um sacerdote. A minha cidade de Dar'ageu, e em geral todos os nascidos sob o signo da Lua Vermelha Artan, têm uma forte tradição como guerreiros e combatentes. Sim, comecei minha jornada no dia 3, meu décimo sétimo aniversário. Por isso, desde criança meu pai decidiu me treinar nas armas. Escolhi aprender o bordão, por permitir derrubar meu oponente sem ferí-lo de morte. Aos meus doze anos Dar'ageu entrou em guerra, e apesar de minha insistência fiquei abrigado com outros que não podiam lutar em um Templo de Agrias. Estes Templos possuem uma energia divina muito forte de paz e tranqüilidade, impedindo qualquer ação hostil neles, por isso o lugar perfeito para indefesos se abrigarem em segurança. Após dois anos ganhamos a guerra, mas eu perdi os meus pais. Decidi continuar no Templo, aprendendo sobre a Deusa, sobre a paz e a cultura, a preservar e propagar o conhecimento. Aprendi idiomas, ciências, artes e enfim um pouco de tudo que há para se saber.

Enfim, pretendo passar aqui alguns dias, reabastecer minhas provisões, elaborar uma boa rota de viagem e então prosseguir."

Uma doce e profunda melodia de flauta enche a Taverna do Bafo de Dragão. O taverneiro a batizou com esse nome após constatar que os heróis locais abandonavam a pequena vila assim que se tornavam capazes de enfrentar desafios significativos, por isso enquanto estavam aqui agüentavam só o bafo. A flauta para, e o músico começa a contar uma triste história em forma de versos e poesia. Esta é a primeira noite da Taverna sem nenhuma briga ou desentendimento, o flautista e suas histórias pareciam prender a atenção de todos. De uma mesa afastada entre as sombras, um freguês habitual mais viajado observa e tira mais conclusões sobre o forasteiro, pensando que ele poderia e o ajudaria de bom grado...

terça-feira, 17 de março de 2009

Sentir-se bem consigo.

Cada vez mais descubro que aquelas frases que minha vó repete têm uma sabedoria profunda embutida na sua simplicidade. Hoje é a vez do "cada um colhe o que planta", que percebi com sentido diferente do que costumava perceber. Sabe como é sentir-se bem consigo, orgulhoso das suas atitudes e dos seus pensamentos e tudo? Do fundo do coração, eu parei de me sentir assim. Já há algum tempo estou me sentindo mal e desapontado comigo, envergonhado de mim mesmo, uma coisinha rastejante que tem muito mais do que merece. A diferença é que sempre tento parecer contente, confiante, e tento sempre ser admirado, para no fundo esconder uma baixa auto-estima. Sim baixa auto-estima, você se escondeu de mim por muitos anos mas te peguei e cá estou falando abertamente de você!

Então, o cada um colhe o que planta. Várias acusações vagas são feitas a mim por mim mesmo como "você é um ser humano terrível", "você não se importa com nada" e coisas assim, e não consigo definir o que há de errado. Pois comecei a desconfiar que, mesmo que esqueça, mesmo que não cause mal, mesmo que pareça não sentir remorso, cada vez que menosprezo uma pessoa, que nego um perdão, que conto uma mentira, minha alma fica borrada, mutilada, e depois me pego pensando essas coisas sem saber conscientemente o porquê.

Por outro lado, o fato de saber e inconscientemente ficar tentando me punir e desmerecer pelas tantas atitudes, omissões e pensamentos vergonhosos que tenho não prova que sou uma criatura terrível. Este é na verdade o primeiro lado bom, o primeiro passo tentando ser dado: a consciência, o descontentamento, a vontade de ser melhor que é a santificação da humanidade. Eu não teria mais jeito nem conserto se não conseguisse perceber o que há de errado e me sentisse bem e tranquilo com todas essas máculas.

Já me sinto mal só de dizer "de hoje em diante", mas quando se entende o problema as chances de conseguir lidar com ele são muito maiores. Espero que tenha feito algum sentido para vocês. E obrigado aos meus amigos, que me admiraram e me despertaram. Como diz uma amiga (e eu achava ridículo quando ela dizia isso!), "isso é viver e aprender, Hakuna Matata!".

Level Up! para todos vocês!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Introdução Incompleta de uma História Sem Nome

Sim, estou escrevendo uma história, imagino que uma bem grande. O post a seguir é a introdução dela, já sei o suficiente sobre como vai ser até essa e a primeira parte, exceto... os nomes! Está incompleto porque os principais personagens, elementos, cidades e a própria história estão sem nomes. Mas não consigo mais adiar, estou há uma semana com a história pronta só faltando os nomes e vou postar assim mesmo, substituíndo por [X]. Espero que apreciem a história e que eu arrume os nomes logo. Aliás, quem quiser pode até sugerir, não tenho a menor idéia mesmo. Ah é, a história, lá vai:

"Meu nome é [X], e começo hoje a escrever meu diário de viagem. O diário tem como objetivo primário ser enviado regularmente ao Templo de [X], onde estudei e me tornei um Servo dos Deuses, para relatar minhas atividades e descobertas. Mas também tenho a esperança de transformar esse diário em uma grande canção ou história épica, e por não saber por quem mais minhas histórias serão lidas, convém que eu comece descrevendo brevemente a origem do nosso Mundo.

Os nossos Deuses surgiram originalmente em outro Mundo. Nesse Mundo, as energias mágicas eram escassas, e a sociedade dominante se desenvolveu utilizando uma super ciência chamada tecnologia. Porém o uso ganancioso e irresponsável da tecnologia destruiu não apenas a sociedade dominante como o Mundo todo. Os mais nobres e evoluídos dessa raça, ao entenderem o que aconteceria, abandoram seu Mundo original em uma jornada pelo insondável e desconhecido do Universo.

Durante sua jornada, sua sabedoria prosperou ao infinito de modo que puderam explorar e habitar novos Mundos. Atingiram a longevidade dos séculos, absolutamente necessária para as longas viagens através do Universo. Não se sabe de ninguém que tenha visto os Deuses com os próprios olhos desde então, mas além de nos ensinarem todos esses segredos, eles também deixaram para sempre seu signo, perene e eterno, no nosso Mundo, no nosso céu.

Após estabelecerem seu Império, os Deuses buscaram um lugar com condições semelhantes ao seu Mundo original. Seis deles se incumbiram da tarefa extraordinária, até para entidades tão poderosas, de adaptar e recriar o seu Mundo original como ele era há milênios atrás. A energia necessária foi tão grande em mudar e criar o Sol, a água e a atmosféra próprias para formas de vida tão frágeis como as nossas, que ao final do processo os seis Deuses Criadores consumiram todo o seu poder. Eles são agora as seis Luas do nosso Mundo, cada uma governando o céu por sessente e um dias por ano, e além de nos lembrarem eternamente do seu poder e sacrifício, as Luas influenciam as vidas, o clima e as energias místicas abaixo.

Entretanto, a magia tão abundante em nosso Mundo fez a evolução tomar rumos diferentes do que foi originalmente. Além de humanos como eu, elfos, dragões e numerosas outras raças diferentes surgiram. Os Deuses-irmãos dos nossos Deuses Criadores continuam sua jornada pelo Universo, mas nos ensinaram como conviver com (aos mais dedicados, como extrair e manipular) a magia existente. Também mantém sempre um representante direto, que nos orienta a prosperar sem repetir a catástrofe e a auto-destruição que ocorreu da última vez. Além disso, delimitaram território para os monstros que poderiam acabar com as outras raças inteligentes ou impedir seu progresso. Mas os nossos Deuses também permitem e desejam que caminhemos sozinhos, nos permitem governar a nossa sociedade no Mundo que nos deram de presente.

E é em louvor dos Deuses que hoje eu, [X], começo a minha própria jornada. Pretendo reunir companheiros para viver e descobrir os segredos do meu Mundo. Manterei este diário para registrar minhas histórias, histórias que ambiciono serem úteis ao Templo e às próximas gerações, como informação ou inspiração. Que os Deuses acompanhem a minha jornada!"